Sunday, February 1, 2009

Taaaaaxi!

- Boa noite. É para a Av. Infante Santo, por favor.
-Pfff... que chatice. A sua amiga não ia para mais longe? - pergunta o profissional do volante com ar enfadado.
- Não. Ia para o Marquês.
- Mas ela mora lá?
- Sim. Mas há algum problema? - responde a passageira com «o timbre». Não morava mas não interessa.
O profissional do volante põe o pé a fundo no acelerador e sai-se com a incrível frase:
- Como é que quer que alimente a família com corridas de 4 euros?
É aí que a passageira pensa: Esta conversa não vai a lado nenhum, portanto o melhor é ficar caladinha. E dada a velocidade cruzeiro a que a viatura se desloca, mais vale nem olhar. Semáforos adiante, e debaixo dos cães e gatos que chovem, o profissional do volante trava bruscamente e sai da viatura, dirigindo-se furioso para a do lado. Sem mais nem menos, sem ai nem ui... A passageira não consegue perceber o que diz, mas não deve ter ido desejar feliz Natal a ninguém, visto estar colado ao vidro a esbracejar e a fazer sinais menos próprios. Expelida a fúria, regressa à viatura e diz:
- Não me queria deixar ultrapassar. Mulheres, compreende?
Se a primeira foi incrível, esta é digna de registo. E a passageira ainda paga para ver o espectáculo, já que o taxímetro não perdoa. Cuidado com as novas tácticas destes senhores para combater a crise e levarem em vez de 4, 5 euros por corrida. Desertem da viatura!
Que besta...

Monday, January 26, 2009

O País das Maravilhas

Não ouso comentar o facto de o «Sobe sobe balão sobe», grande êxito com que Manuela Bravo presenteou Portugal em 1979 no Festival da Canção, tenha versões em francês e inglês: «Flying Up with My Balloon» e «Tu t'envoles mon ballon, mon ballon, mon ballon» (como os franceses são redundantes...), levaram a senhora a viver e sonhar com o balão lá fora. Depois de descobrir que os «Xutos e Pontapés» foram um dia os «Beijinhos e Parabéns» e que o público feminino suspirava por António Calvário, nada me choca.

Cor-de-Rosa

"Quando a alegria espreita dentro de nós, apetece-nos encantar o mundo connosco."

Powered by Catarina Portas in Lux Fragil nº5

Saturday, January 17, 2009

Uma relação de co-dependência

Os tupperwares e as mães, as mães e os tupperwares.

Friday, January 16, 2009

Momento de Sapiência Popular #6

A origem do Palmier. Julgava-se ter nascido em Chamonix. Sim, o verdadeiro Palmier é de lá. Palavra! Foi um amigo meu que me contou. Tentei aprofundar a questão mas não consegui. Não se sabe de onde veio nem para onde vai. Mesmo assim, insisti e cavei mais fundo. Acabei por descobrir que o seu amigo Croissant, leia-se cruassón, é uma palavra francesa, que significa crescente... um pão característico, de massa folhada em formato de meia-lua, feito de farinha, açúcar, blá blá blá blá, com origem atribuída aos padeiros de Viena (austríacos e não franceses, portanto). Conta-se que em 1563, enquanto trabalhavam à noite, estes ouviram o barulho que o inimigo otomano fazia ao cavar um túnel, e ao dar o alarme sobre o que estava acontecendo, conseguiram impedir o êxito do ataque (Isto sim, padeiros valentes) O formato em crescente seria alusivo à bandeira do Império Otomano. Os franceses ainda hoje chamam este tipo de pão amanteigado de «viennoiserie», leia-se vienuáseri. Pois foi Maria Antonieta Josefa Joana Von Habsburgo-Lorena, Marie Antoinette para os amigos, originária de Viena, que introduziu e popularizou o croissant em França, a partir de 1770, onde hoje é um elemento tradicional do desjejum matinal (está o cruassón para o francês como o bacon para o inglês) com uma boa xícara de café com leite.


Legenda: O cruassón no império Otomano. Parecenças inquestionáveis.

O Mil-Folhas sim, um bolo de origem francesa. Está portanto visto que esta história de darem nomes finos aos bolos é tudo uma questão de marketing. Agradecimentos ao Quim e à Wikipédia.

Tuesday, January 13, 2009

Tou mesmo.

Vamos por partes:

a) Estive a ver o anúncio do Callipo.
b) Depois o do Quitoso.
b) Recordei os cromos do Bollycao
c) ...ouvi um hit de Ministars
d) ...e vi umas cenas do Roque Santeiro.

São 3:20h da manhã e preciso de um seguro para o despertador novo (contra todos os riscos).

Monday, January 12, 2009

The Day After


Saving for lunch?

Sunday, January 11, 2009

Ano Novo, Vida Nova

Eu sei que é um cliché mas ofereceram-me um despertador.... E isso muda tudo!

Les Aventures de Tom-Tom dans les Alps











(*)Esta merece um ye ye ao fotógrafo :)




Bonne Anneé!

Monday, January 5, 2009

By Easyjet

Being disorganised is so last year.

Thursday, December 25, 2008

'Qué do Busto? Hum?

Legenda: Couves do quintal

Soube bem o Natal. Depois da azáfama de Lisboa e repectivos centros comerciais, dos 50 e tal Pais Natais que se cruzaram comigo, dos Natais dos Hospitais, dos atopelamentos entre passageiros da CP... se mais espaço houvesse, mais caixotes levavam... (e não consigo perceber porque toda a gente fala tão alto ao telemóvel em transportes públicos...) Lá consegui chegar a tempo de ainda apanhar umas couvinhas pró jantar!

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Só tenho algo a acrescentar:
Para cima pareceu-me que a voz do Intercidades me era familiar: «Próxima estação, Sta. Comba Dão». Para cá tirei a história a limpo. Não é que tenha ido perguntar ao maquinista mas a minha intuição feminina diz-me que era mesmo o Bruno Aleixo. Sim! O próprio! Sem tirar nem por!Ainda não estou em mim! «Próxima extaxão, Xta. Comba Dão». E o busto? 'Qué dele?

Thursday, December 18, 2008

O material tem sempre razão

A minha impressora mandou um valente tombo. (Não é que haja grande necessidade de partilhar isto mas cada vez que le lembro do estrondo e do espalhafato não contenho a gargalhada).

Thursday, December 4, 2008

Coisas do cérebro

Eu digo que estou a ficar irresponsável. Alguém me responde "Estás a entrar em safe mode". Não podia haver melhor definição para.

Tuesday, December 2, 2008

A Ivone (Goodbye ma laaaaaa)

Já me tinha esquecido deste galã mas quem é vivo sempre aparece! E caiu em cima da minha secretária com os mesmos êxitos de sempre, rezando: Xominaumala, oteviu, xominaumala, uatavdai... Ó Ivone, goodbye ma laaaaaaaa. Acreditem, é mesmo inglês.

Victor Peters!

http://www.youtube.com/watch?v=TyiFQc4SCV4

Friday, November 28, 2008

The Frog



Há certas tradições que vão ganhando alguns costumes... e à semelhança do passado ano, quem arrecadou o prémio foi a Isa. Um bem haja à Isa. Mas... já passou um ano? Já passaram 10 anos?

Monday, November 24, 2008

É pró menino e prá menina!

Há duas coisas que todo o cidadão devia comprar pelo menos uma vez na vida: colchões e aspiradores. De preferência em grandes superfícies onde há muita variedade... As demonstrações são o rir.

Wednesday, November 19, 2008

Mitos Urbanos #3

E a fila indiana que vem da América e não da Índia? Os índios, não os indianos, ao caminhar, tapavam as pegadas dos que iam à frente. E esta, hein?
Bom... pode sempre ser um óptimo desbloqueador de conversa numa fila de espera...

Wednesday, November 12, 2008

Momento de Sapiência Popular #5

Ter topete - Ter força, energia, atrevimento, audácia. O topete é um tufo de cabelos levantados, tipo poupa, moda de penteado usado pelos que se queriam destacar pela sua valentia, fanfarronice ou desabuso.
in Dicionário das Expressões Correntes, Orlando Neves

Tuesday, November 11, 2008

Momento de Sapiência Popular #4

Tenham medo porque eu comprei determinado livro e seguem-se muitos próximos episódios de sapiência popular. Já não «largo o osso», graças a um tal Sr. Orlando Neves. E quem diria que este célebre osso tão usado na gíria não era mais do que o fémur, ou quem sabe o menisco do Vasco da Gama? É verdade. Esta tão conhecida expressão refere-se aos restos mortais desse senhor (o tal das Índias e das tormentas).

Legenda: Fémur e menisco do Vasco.

Ora a história de largar o osso reza o seguinte:

Vasco da Gama foi conde da Vidigueira. O governo da época determinou que, de Mormugão, onde o herói do descobrimento do caminho marítimo para a Índia morreu e estivera sepultado durante 12 anos, fossem trazidos os ossos para Portugal, de modo a mandá-los sepultar na Capela da Quinta do Carmo na Vidigueira. Mais tarde, depois de preparado o mausoléu nos Jerónimos, uma comissão foi à Vidigueira para transladar os despojos mortais do Vasco. Porém, diz-se que os Vidigueirenses (uns malandros), ciosos da honraria que lhes davam tão ilustres despojos, entregaram à comissão umas ossadas humanas que não eram as do Vasco. Os ossos foram analisados por peritos competentes que concluíram que estes não seriam verdadeiros. Não só pelo pequeno tamanho, pois o Gama era homem forte e espadaúdo (adoro espadaúdo) mas ainda pela própria cor. Descoberta a careca dos vidigueirenses, nova comissão foi então à Vidigueira para recolher os restos mortais do verdadeiro Vasco da Gama. A população revoltada opôs-se a esta transladação. Daí ficarem os naturais da Vidigueira conhecidos como «larga o osso».


E eu a achar que a analogia era com um cão. Cão-osso, osso-cão. Não larga. Mas não.

adaptado de Dicionário das Expressões Correntes, Orlando Neves.

Sunday, November 9, 2008

What are the odds of...

Ouvir o Rancho Fundo em Carnide?

Thursday, November 6, 2008

Momento de Sapiência Popular #3

«Cai o Carmo e a Trindade» porque o Carmo e a Trindade caíram mesmo. Foi coisa séria e «Rés-vés Campo de Ourique», que saíu ileso por uma unha negra.
Basicamente alguém num belo dia de Novembro de 1755 reparou no labirinto que era a cidade de Lisboa. Mandou tudo abaixo e contratou o Marquês, hoje rei de de vitórias futebolísticas. Agora façam tudo de novo.
Imaginem o que seria a hora de ponta com Lisboa assim:

Mapa de Tinoco, 1650
Tinha de saber. Ah! E já agora, para conhecimento e homenagem dos presentes na inauguração do Ana Elisa's Palace, Jesus Cristo antes de ser julgado andou de «Herodes para Pilatos», aguardando que alguém o sentenciasse. ;) Que banquete de sabedoria!

A chinesa estava de olho aberto


Como ela diz e com razão, parece que vivemos todos no mesmo bairro outra vez. Querendo ou não, acabamos por voltar às origens. Nelo bodybuilder and high-tech topo de gama... Há coisas que não mudam.

Gosto de vocês. ;)

Friday, October 17, 2008

Ainda-está-agarrada-ao-pescoço Episódio #7

Miúda&APiorSequênciaFotográficaDeSempre

Provavelmente o cérebro da criatura não estava capaz de produzir qualquer tipo de pensamento neste momento. De qualquer forma, ainda bem que ninguém se aproximou. Sai da frente que o bicho mata! Açores 2004



Baixa aí o decibel que isto não está para muito.



Bla, Bla, Bla Whiskas saquetas...

Bla, Bla. Bla Whiskas Saquetas outra vez...

Friday, October 10, 2008

Ah! Ah! Ah!

Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!
A Adelaide Ferreira a fazer de espanhola na novela da SIC!

Thursday, October 9, 2008

Coisas do Lar

Porque é que a minha vizinha não cantarola mais nada para além do Titanic? Please... o êxito foi há mais de uma década... e é todos os dias isto!